quarta-feira, 11 de maio de 2011

Merenda Escolar

Merenda é mal avaliada no Norte e Nordeste

         As populações do Norte e Nordeste são as que pior avaliam a qualidade da merenda das escolas públicas. Enquanto, na média nacional, 59,5% consideram os alimentos oferecidos bons, nessas duas regiões a maior parte considera o serviço como regular: 39,7% no Norte e 47% no Nordeste. Em relação à quantidade dos alimentos, mais uma vez a pior avaliação foi feita por nortistas e nordestinos: 52,6% e 53,6%, respectivamente, consideraram “pouca” ou “muito pouca” a quantidade de comida ofertada. Na média nacional, 67% avaliam como suficiente a quantidade servida nas escolas.
O estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que entrevistou 2.773 pessoas sobre políticas e serviços públicos na área da educação, também aponta que mais de 70% da população desconhece a existência dos conselhos escolares, instância que congrega pais, docentes, gestores e familiares. Outro tema avaliado, a distribuição de livros didáticos não é conhecida por 68% do público. Entre conservação, conteúdo, quantidade e qualidade dos exemplares, a avaliação mais baixa foi em relação ao primeiro item: 49% consideram o estado de conservação dos  livros ruim ou regular – as obras distribuídas são repostas após três anos de uso.

Revista Escola Pública
Abril/Maio 2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

TECNOLOGIA

O que você cresceu, aprendeu ou melhorou nestas horas de navegação?

Danielle Lourenço*

Este singelo artigo não tem um público-alvo definido por abordar um fato comum à sociedade como um todo, sem nenhuma distinção etária, racial ou econômica.
Estamos passando horas demais na frente das telinhas. Celular, Ipad, Ipod, computador, notebook e netbook tomam, cada vez mais horas dos nossos dias, dias das nossas semanas, semanas dos nossos meses, meses dos nossos anos e anos das nossas vidas.
Para descobrir se isso está acontecendo com você, o exame é simples e eficaz. Após passar um período navegando na web ou simplesmente à frente do computador, pergunte-se: O que eu cresci nesse período? O que aprendi nesses minutos? O que produzi de bom nessa hora? O que melhorei como ser humano nessa experiência?
Se as respostas não forem nem positivas nem satisfatórias, atente-se! Você está perdendo o bem mais precioso e não renovável da humanidade: o tempo.
Que comecemos nós, os educadores e os formadores de opinião, a adotar uma outra postura: sermos um exemplo positivo de usuários razoáveis e equilibrados.
Utilizemos o computador com bom-senso. Que as tecnologias contemporâneas ocupem uma parcela do nosso tempo. Que haja tempo para brincar com os filhos, para visitar o vizinho, para tomar um chopp, para ficar largado na cama sem fazer nada, para ouvir uma boa música, para ir ao cinema, para  bater pernas pela cidade sem rumo certo...
Chega de saber das pessoas somente pelos orkuts e facebooks! Chega de cumprimentos virtuais de aniversário! Chega de matar as saudades olhando fotos de perfis de redes sociais! Chega de conversas repletas de emoticons mas sem calor humano! Chega de supervalorizar o nosso eu virtual!...
Ainda há muita vida em mim! Há muita vida em você! VIVAMOS!

*Pedagoga com especialização em Tecnologias Educacionais
Revista Linha Direta
Abril/2011